ATENÇÃO

Algumas atividades postadas neste Blog não são de minha autoria, tendo sido retiradas de várias fontes, tanto na Internet, quanto de livros. Caso encontrem aqui alguma atividade de sua autoria, ficarei imensamente feliz em dar os devidos créditos. Basta me enviarem comentários. Abraços!

domingo, 20 de novembro de 2011

Sou disléxica, fui disléxica... Sei lá!?! O que sei é que todos podem conseguir!!!

QUEM É A CRIANÇA DISLÉXICA E COMO DESENVOLVER UM EFICAZ?


Como podemos ajudar o nosso aluno disléxico a ter uma normal junto da igreja?
Essas e outras perguntas podem ser respondidas lendo-se o texto abaixo.

Joveliana Amado da Silveira

Dislexia: O que é e Como Identificar?Desde a pré-escola que a criança disléxica apresenta dificuldades para decorar cantigas de rodas, tem dificuldades para amarrar os cadarços dos sapatos ou calçá-los corretamente, também para se vestir sozinho, abotoar a roupa é quase impossível, muitas vezes não sabe o que a mãe lhe pediu para pegar, isto mostra problemas de memória.

Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.

Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.

Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.

No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma ou omite letras.

Dislexia: O que é e Como Identificar?Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.

A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.

O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como: TC (tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).Dislexia: O que é e Como Identificar?

*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de de Uberlândia,MG.

As dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.

Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).

O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.

Dislexia: O que é e Como Identificar?Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.

O processo fonológico é o das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.

A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.

A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por , quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.

É impressionante que a maioria das aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.

Dislexia: O que é e Como Identificar?Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em alta, fazer com que a criança leia em alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer .Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.

Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso.

‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br

3 comentários:

Anônimo disse...

TENHO UMA FILHA COM DISLEXIA SEVERA COM 10 ANOS, QUE AINDA NAO LE. GOSTARIA MUITO DE SABER COMO AJUDA-LA. NAO SUPORTO VÊ-LA SOFRER.

╰★╮ALFABETIZAÇÃO SEM SEGREDO - BY LIDIANE RODRIGUES╰★╮ disse...

Procure ajuda de uma psicopedagoga amiga, não a force a ler, mas sim, tente incentivá-la. Leia para ela mostrando cada palavra que você está lendo, procure saber que gênero de leitura ela prefere (gibi, contos...). Tente desenvolver um bom relacionamento com os professores dela e discuta se possível o problema com eles.
Dê uma olhada nesses sites:
http://www.andislexia.org.br/
http://dislexia.com.sapo.pt/intervencao.htm
Boa sorte e não se desespere, sua filha apenas tem dificuldades e um tempo de aprendizagem mais lento. Abraço!

╰★╮ALFABETIZAÇÃO SEM SEGREDO - BY LIDIANE RODRIGUES╰★╮ disse...

Colega leia esse livrinho online(http://www.sosprofessor.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/11/JoaoPresteAtencaoSOS.pdf), foi compartilhado esses dias pelo facebook (https://www.facebook.com/PedagogiaDaDepressao?ref=ts&fref=ts) esses dias e é Ótimo.